Complexidade do cuidado na atenção domiciliar
Hospital Alemão Oswaldo Cruz

Complexidade do cuidado na atenção domiciliar
CCAD
2018-2020/2015-2017

Complexidade do cuidado na atenção domiciliar
Resumo

A Atenção Domiciliar (AD) é uma modalidade de atenção à saúde caracterizada por um conjunto de ações de prevenção e tratamento de doenças, reabilitação, paliação e promoção à saúde, prestadas em domicílio, garantindo a continuidade de cuidados. Indicada para pessoas que apresentem estabilidade clínica, necessitem de atenção à saúde e que estejam em situação de restrição ao leito ou ao lar de maneira temporária ou definitiva, ou ainda em grau de vulnerabilidade na qual a Atenção Domiciliar é considerada a oferta mais oportuna, tendo em vista a ampliação de autonomia do usuário, família e cuidador.

A AD proporciona ao paciente um cuidado que aborda aspectos referentes à estrutura familiar, à infraestrutura do domicílio garantindo a continuidade do cuidado na sua moradia. Dessa forma, evita-se hospitalizações desnecessárias e diminui o risco de infecções. Além de melhorar a gestão dos leitos hospitalares e o uso dos recursos, bem como diminui a superlotação de serviços de urgência e emergência. Assim, a fim de potencializar o alcance dos objetivos dos Serviços de Atenção Domiciliar (SAD), o projeto Complexidade do Cuidado na Atenção Domiciliar- CCAD (2018-2020) busca a qualificação da gestão, dos serviços e dos processos de trabalho realizados pelas equipes do programa “Melhor em Casa”, com consequente aumento da complexidade do atendimento ofertado.

                Todas as atividades são acompanhadas e recebem apoio das equipes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC) e da Coordenação Geral de Atenção Hospitalar e Domiciliar (CGAHD). 



Introdução

A Atenção Domiciliar (AD) é uma forma de atenção à saúde oferecida na moradia do paciente e caracterizada por um conjunto de ações de promoção à saúde, prevenção, tratamento de doenças e reabilitação, com garantia da continuidade do cuidado e integração à Rede de Atenção à Saúde. Os pacientes são acompanhados pelas Equipes Multiprofissionais de Atenção Domiciliar (EMAD) e de Apoio (EMAP), dos Serviços de Atenção Domiciliar (SAD) por meio do Programa Melhor em Casa. 
Segundo a CGAHD – MS, em 2019, 435 municípios do Brasil contam com SAD habilitados, totalizando 1118 entre EMAD e EMAP em funcionamento, com cobertura de aproximadamente 59.443.685 habitantes no país.
No triênio 2015-2017, o MS, por meio do Proadi-SUS, demandou ao HAOC um projeto de capacitação de profissionais das EMADs e EMAPs, com foco  em procedimentos complexos no domicílio. O projeto CCAD disponibilizou 592 vagas para os SADs, de vários estados brasileiros. As capacitações eram realizadas presencialmente, no HAOC, incluindo aulas teórico-práticas e simulação realística. O projeto visou capacitar profissionais que teriam papel de multiplicadores em seus SADs. 
Por meio de uma pesquisa (presencial e online), com o objetivo de avaliar o grau de satisfação dos profissionais contemplados e o impacto do curso no serviço de origem, observou-se que em média 87% das equipes aderiram a algum procedimento complexo abordado, com uma taxa de satisfação acima de 97% pelos participantes. 
  A pesquisa foi realizada com 558 participantes (alunos capacitados no triênio) com 323 respostas.  Apesar do excelente resultado nessa pesquisa, 100% das equipes relataram dificuldades na adesão a mais procedimentos complexos devido à falta de apoio da gestão local.
Desta forma o projeto CCAD (2018-2020) busca a qualificação da gestão da equipes do programa “Melhor em Casa”, com consequente aumento da complexidade do atendimento ofertado. O público-alvo inclui profissionais do SAD.



Métodos


CCAD (2018-2020): Qualificação da Gestão:


- Acompanhamento sistemático do processo de qualificação da gestão dos SADs dos municípios participantes: por meio de encontros presenciais e via plataforma digital , desenvolvida especificamente para este público.

- Organização e realização de Simpósios Nacionais de AD: com a presença de todos os gestores de AD, momento de troca de experiências, crescimento profissional e maior integração entre Ministério, hospital e os serviços.

- Oficinas de Qualificação da gestão da Atenção Domiciliar: onde são abordados temas específicos de gestão, com foco na realidade dos Serviços.

- Plataforma Virtual de apoio à aprendizagem e integração entre as equipes: desenvolvida especificamente para dar suporte e acompanhamento aos serviços, inicialmente destinada ao acompanhamento dos 212 gestores inscritos no projeto, que ao final do mesmo será internalizada pela CGAHD. Por meio de uma ferramenta de monitoramento, que permite a avaliação de três grandes pilares do serviço, é possível a construção de planos de ação para otimização e reavaliação do mesmo; 

- Visitas técnicas temáticas aos serviços de referência de AD com elaboração de material de apoio, onde os participantes do projeto irão visitar um SAD de referência no Brasil, apontado pela CGAHD, com duração de dois dias, carga horária total de 16 horas;

- Pesquisa científica sobre Ventilação Mecânica Invasiva Domiciliar (VMID), seguindo o Manual de Recomendações para VMD, publicada pela ISBN.

A pesquisa possui duas fases:

- Pesquisa do cenário atual de VMID e Ventilação Não Invasiva pelo Brasil (VMNI), por meio de um questionário online disparado para todos os Serviços de Atenção Domiciliar habilitados;
- Acompanhamento da implantação da VMI em Serviços de AD, pré definidos pela CGAHD, para acompanhamento dos processos desenvolvidos desde a desospitalização até 12 meses de tratamento no domicílio, visando o aprimoramento do cuidado em pacientes de alta complexidade.
 



Resultados

 

(2018-2020) Qualificação da Gestão:

 Simpósio Nacional para Gestores da Atenção Domiciliar (AD) no SUS: reuniu 400 gestores de todo Brasil para discutir os principais temas relacionados a AD.
O evento teve uma avaliação positiva dos participantes, que apontaram avanços na AD. Ocorreu a divulgação do projeto CCAD 2018-2020.
Houve 100% de adesão dos convidados que responderam ao questionário de avaliação do serviço. Dos convidados para o Simpósio, 212 se autocanditaram e foram selecionados, pela equipe CGAHD/MS para participar do projeto, que corresponde a 100% das vagas ofertadas e representam praticamente 50% dos serviços de Atenção Domiciliar habilitados atualmente.

Plataforma Virtual: Construção e entrega da plataforma virtual que proporciona um ambiente de interação com os participantes do projeto, com o objetivo de estimular a elaboração de documentos e a execução de processos que otimizem e tornem seguro os serviços ofertados pelo SAD. Os gestores se cadastraram e iniciaram o preenchimento da ferramenta de avaliação do serviço, no qual se realizará um diagnóstico e posteriormente será traçado um plano de ação com acompanhamento e apoio das equipes HAOC e CGAHD.

Acompanhamento sistemático dos serviços que aderiram ao projeto por profissionais do HAOC e pela CGAHD, auxiliando na identificação de deficiências, dando ferramentas para elaboração de planos de ação, apoio no desenvolvimento de documentos , acompanhamento e avalição de indicadores específicos para cada serviço.
Os SADS participantes recebem acompanhamento individualizado, de acordo com a realidade e potencialidades de cada serviço.

Oficina de Qualificação da Gestão: proporcionou a capacitação em temas relacionados a gestão, despertou a troca de experiências entre as equipes estimulando a busca de melhorias para o serviço.

- Nível de satisfação do evento: 99% (entre Bom e Ótimo)
- Abrangência: 100% dos gestores do projeto
- Plano de ação elaborados pelos serviços após oficina: 100%



Liderança

Superintendente da Responsabilidade Social: Ana Paula Marques Pinho

Gerente de projetos: Nidia Cristina de Souza

Supervisor de projetos: Simone Rodrigues Faria Carvalhaes



Equipe

1 Analista de Ensino: Wladimir Garcia da Silva

1 Analista de Projetos: Fernanda Saks Hahne

1 Assistente Administrativo: Ivete Rodrigues Urcine

2 Enfermeiros: Cláudia Rocha Gonçalves e Tatiane Cifuentes

Colaboração


Área Técnica

Coordenação Geral de Atenção Hospitalar e Domiciliar (CGAHD): Debora Spalding Verdi ; Mariana Borges Dias ; Silvia Reis e Távila Aparecida de Assis Guimarães

INDICADORES

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