Implementação de melhorias da prática em Unidades de Terapia Intensiva com o uso da telemedicina
Hospital Israelita Albert Einstein

Implementação de melhorias da prática em Unidades de Terapia Intensiva com o uso da telemedicina
TELESCOPE
2018-2020

Implementação de melhorias da prática em Unidades de Terapia Intensiva com o uso da telemedicina
Resumo

Este projeto de pesquisa tem por finalidade avaliar possíveis soluções para o Sistema Único de Saúde (SUS), no que se refere a pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Isso porque a demanda por cuidados oferecidos a pacientes graves vem aumentando, no Brasil e no mundo. Particularmente, no Brasil, a disponibilidade de médicos intensivistas (especialistas no tratamento de pacientes graves internados em UTI) é pequena, principalmente em regiões afastadas dos grandes centros. A proposta deste projeto é estudar o uso da telemedicina em UTIs como forma de melhorar os resultados do tratamento de pacientes internados em UTIs brasileiras pertencentes aos SUS.

 A principal contribuição para o SUS será trazer uma resposta, cientificamente embasada, se o atendimento virtual por médico intensivista especialista pode melhorar os resultados do tratamento de pacientes graves, em UTIs onde esse profissional não está disponível. Caso os resultados sejam positivos, essa nova perspectiva poderá fornecer elementos para discussões sobre formas alternativas de atuação do intensivista, bem como, de acesso de pacientes graves (por exemplo, em hospitais do interior) a médicos especialistas. Adicionalmente, indicadores de qualidade serão gerados e protocolos de atendimento baseados na melhor evidência científica disponível serão oferecidos aos hospitais participantes do estudo, com o potencial de constituir um legado que poderá continuar a ser utilizado pelas instituições, mesmo após o término do estudo.

 O objetivo do projeto é avaliar se atendimentos virtuais diários, realizados por médico especialista remoto (com o objetivo de definir o melhor tratamento para cada paciente internado nas UTIs) e a discussão periódica de indicadores de qualidade em UTI com a liderança local melhoram os resultados do tratamento de pacientes em UTIs públicas e filantrópicas do Brasil. Estes resultados poderão ser utilizados, no futuro, para a definição de novas políticas públicas de saúde, voltadas para a melhoria do atendimento de seus usuários, a partir da proposição de um novo modelo de atendimento médico-assistencial nas UTIs brasileiras.

 A metodologia propõe a comparação de dois grupos de UTIs (metade delas, sorteadas para o grupo intervenção e metade para o controle), distribuídas nas 5 regiões do país, durante 18 meses de intervenção. Os desfechos que serão analisados incluirão o tempo de permanência dos pacientes na UTI, além de outros fatores, tais como, taxa de infecções hospitalares e mortalidade.

 Estão envolvidos no projeto 30 UTIs públicas e filantrópicas (Santas Casas) brasileiras, pacientes em quadros críticos de saúde internados nesses hospitais, os quais necessitam de atendimentos em UTIs pertencentes ao SUS, assim como médicos intensivistas a serem treinados para realizar atendimentos remotos, por meio dos recursos disponíveis na Telemedicina.



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