Capacitação para identificação e tratamento precoce da sepse em pacientes adultos - Sepse
Hospital Sírio-Libanês

Capacitação para identificação e tratamento precoce da sepse em pacientes adultos - Sepse
Sepse
2018-2020

Capacitação para identificação e tratamento precoce da sepse em pacientes adultos - Sepse
Resumo
Cerca de 30 a 50% dos pacientes sobreviventes de sepse têm graves comprometimentos da qualidade vida, em domínios físicos e mentais, evidenciados por ferramentas de qualidade vida. O estabelecimento de protocolos, com reconhecimento precoce, e introdução de estratégias iniciais que podem melhorar o desfecho intrahospitalar, impacta a qualidade de vida em longo prazo, uma vez que impedem o desenvolvimento ou a severidade das falências orgânicas que acompanham frequentemente a sepse. Assim, a abordagem adequada da sepse, além de diminuir a mortalidade, previne disfunções orgânicas graves, diminui custos hospitalares, e potencialmente melhora a qualidade de vida dos sobreviventes, encurtando a recuperação.
No Brasil, boa parte do atendimento de urgência/emergência se dá nas unidades de pronto-atendimento (UPAs). As UPAs fazem parte da Política Nacional de Urgência e Emergência, lançada pelo Ministério da Saúde em 2003, que estrutura e organiza a Rede de Urgência e Emergência (RUE) no país.
O projeto propõe capacitar as equipes das UPAs para implementarem e aplicarem efetivamente protocolos locais que permitam aumentar o reconhecimento da sepse, seu diagnóstico e tratamento precoces, permitindo a aplicação do pacote de medidas imediatas, descritas como medidas que impactam nos desfechos clínicos dessa síndrome.
 
 


Introdução
A sepse é uma síndrome grave, com alta taxa de mortalidade no Brasil (60%), consideravelmente superior à mortalidade em outros países semelhantes no mundo (35%) e bem superior a descrito em países desenvolvidos (20%). Sabe-se que essa alta taxa de mortalidade se deve, principalmente, à dificuldade de diagnóstico precoce pelas equipes assistenciais, determinando demora no reconhecimento e início do tratamento. No Brasil, a incidência projetada é de 290 pacientes com sepse para cada 100.000 habitantes/ano, o que levaria à incidência de cerca de 500.000 casos/ano, com mais da metade evoluindo ao óbito. 
A identificação e a redução da mortalidade da sepse tornaram-se uma prioridade da Organização Mundial da Saúde (OMS) e, atualmente, existem muitas evidências demonstrando que uma das medidas de maior impacto para redução dessa elevada mortalidade se dá através da construção de protocolos institucionais, incluindo um relevante papel para a administração precoce de antibióticos, assim como da coleta de exames como culturas e lactato, e a administração de fluidos para ressuscitação em pacientes com indicação (hipotensos e/ou com sinais de hipoperfusão). 

Cerca de 30 a 50% dos pacientes sobreviventes de sepse têm graves comprometimentos da qualidade vida, em domínios físicos e mentais, evidenciados por ferramentas de qualidade vida. O estabelecimento de protocolos, com reconhecimento precoce, e introdução de estratégias iniciais que podem melhorar o desfecho intrahospitalar, impacta a qualidade de vida em longo prazo, uma vez que impedem o desenvolvimento ou a severidade das falências orgânicas que acompanham frequentemente a sepse. Assim, a abordagem adequada da sepse, além de diminuir a mortalidade, previne disfunções orgânicas graves, diminui custos hospitalares, e potencialmente melhora a qualidade de vida dos sobreviventes, encurtando a recuperação.
 


Métodos

Espera-se alcançar o resultado planejado através de capacitação, treinamento e implementação de protocolo de rastreamento, determinando aumento do reconhecimento dos casos, além da implementação de medidas imediatas do tratamento que determinam melhora dos desfechos, principalmente a administração de antibióticos. Acreditamos que a partir dos resultados, podemos estabelecer políticas de saúde pública a serem implementadas em todas as UPAS, nesse mesmo formato.
Para tal, pretendemos fazer uma abordagem de educação, implementação de protocolo in loco, treinamento dos times locais, auditoria e feedback através de visitas locais e virtualmente, tomando como base o modelo de melhoria contínua do Institute for Healthcare Improvement (IHI), que consiste em aplicação mais abrangente do sistema de conhecimento profundo de Deming: (1) conhecimento sistêmico do modelo (o problema dos casos de sepse que chegam nas UPAs, com dificuldade no seu reconhecimento e tratamento precoce, os gargalos para implementação das melhorias e planos de ação locais para permitir as mudanças que resultarão em melhoria); (2) pactuação do objetivo que queremos atingir com o processo de melhoria decorrente de mudanças implementadas; (3) o conhecimento das melhores práticas assistências e de estratégias junto a equipe que são os direcionadores primários e os conceitos de mudança; (4) mensuração de indicadores e reconhecimento e análise no gráfico de tendência, das variações comuns e causas especiais, decorrentes ou não de medidas de melhoria; (5) implementação de ciclos de mudanças através de PDSAs (Metodologia Plan-Do-Study-Act); (6) compreensão dos fatores humanos envolvidos na implementação de mudanças para melhorias.



Resultados
Como principais resultados, espera-se:
- Reduzir a taxa de mortalidade de pacientes diagnosticados com sepse;
- Aumentar o fluxo de pacientes nas Unidades de Pronto Atendimento;
- Reduzir o tempo de permanência nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI)
- Reduzir a transferência de pacientes para o hospital de referência daquela UPA;
- Otimizar o consumo de insumos e medicamentos.

Liderança
Dr. José Mauro Vieira Junior
Diretor Instituto de Qualidade e Segurança
Hospital Sírio-Libanês
Linkedin: https://www.linkedin.com/in/jos%C3%A9-mauro-vieira-j%C3%BAnior-58460376/

Equipe
Alex Ricardo Martins
Gerente do Projeto
Hospital Sírio-Libanês
Linkedin: https://www.linkedin.com/in/alexricardomartins/

Paloma Ferrer Gomez
Enfermeira
Hospital Sírio-Libanês
Linkedin: https://www.linkedin.com/in/paloma-ferrer-gomez-181774125/
 
Giselle Franco Santos
Enfermeira especialista Modelo de Melhoria
Hospital Sírio-Libanês
Linkedin: https://www.linkedin.com/in/giselle-franco-santos-34221777/

Colaboração
Dr. Luciano Cesar Pontes Azevedo
Presidente Instituto Latino Americano de Sepse
Linkedin: https://www.linkedin.com/in/luciano-cesar-pontes-azevedo-05594a35/

Paula Tuma
Especialista Modelo de Melhoria
Institute of Healthcare Improvement
Linkedin: https://www.linkedin.com/in/paula-tuma-803b6725/

Flavia Machado
Especialista em Sepse

Área Técnica
Técnica responsável: Lorayne Andrade
Coordenação-Geral de Urgência e Emergência
Secretaria de Atenção à Saúde (SAS)

INDICADORES

480
Profissionais
capacitados
100
Profissionais envolvidos
com projetos de gestão
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