Estudo para avaliar a validade dos dados de infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) e microrganismos resistentes reportados à Anvisa (Eixo V)
Hospital Alemão Oswaldo Cruz

Estudo para avaliar a validade dos dados de infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) e microrganismos resistentes reportados à Anvisa (Eixo V)
Impacto MR
2018-2020

 Estudo para avaliar a validade dos dados de infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) e microrganismos resistentes reportados à Anvisa (Eixo V)
Resumo

O Programa IMPACTO MR (Impacto das infecções por microrganismos resistentes a antimicrobianos em pacientes internados em unidades de terapia intensiva adulto no Brasil: Plataforma de Projetos de Apoio ao Plano de Ação Nacional de Prevenção e Controle da Resistência aos Antimicrobianos) é um projeto financiado pelo PROADI-SUS (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS), em parceria com ANVISA e Ministério da Saúde. Trata-se de um estudo observacional prospectivo e colaborativo, envolvendo os cinco hospitais de excelência (Hospital do Coração, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio Libanês e Hospital Moinhos de Vento) também denominados, neste projeto, como Hospitais Coordenadores. Cada uma dessas instituições é responsável por um dos objetivos/eixos específicos do estudo:

  1.  Avaliar estrutura e processos de comissões de controle de infecção hospitalar e laboratórios de microbiologia;
  2. Avaliar o impacto clínico da aquisição (colonização ou infecção) de microrganismos resistentes (MR);
  3. Avaliar o impacto econômico da aquisição de MR;
  4. Avaliar fatores de risco para aquisição de MR;e
  5. Avaliar a validade dos dados de infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) e MR reportados à ANVISA.


Introdução

Microrganismos resistentes (MR) são problemas de saúde pública por ameaçar os ganhos de sobrevida no tratamento de doenças infecciosas obtidos nas últimas décadas, particularmente entre pacientes internados em unidades de terapia intensiva (UTI), onde a frequência de infecções associadas à assistência à saúde e o uso de antibióticos é maior, o que favorece a indução da resistência bacteriana.

As causas da resistência aos antimicrobianos são complexas e incluem o comportamento humano em diversos níveis da sociedade. As consequências são graves e afetam a todos. Diversos esforços para descrever as diferentes facetas da resistência e possíveis intervenções para enfrentar esse grande desafio tem sido investigados. Os antibióticos abriram o caminho sem precedentes para o progresso médico e social, e são hoje indispensáveis ​​em todos os sistemas de saúde. Porém, em alguns anos poderemos nos defrontar com terríveis retrocessos, a menos que ações globais coordenadas sejam iniciadas imediatamente.
Carecemos então, de estimativas de incidência de aquisição de MR, incluindo colonização ou infecção entre pacientes internados em UTI; faltam boas avaliações do impacto clínico e econômico da aquisição de MR em nosso meio. Infelizmente a maior parte dos dados não integra informações clínicas (incluindo infecções e desfechos), microbiológicos e custos no nível de pacientes individuais.
Tendo em vista que pesquisas científicas muitas vezes iniciam-se de um estudo observacional, o Programa IMPACTO-MR pode contribuir tanto para pesquisadores, pacientes e familiares, e gestores pelo fato das atividades permearem desde a observação das práticas assistenciais adotadas, o mapeamento da problemática em nível nacional, a identificação da incidência, dos fatores de riscos, das barreiras e tratativas adotadas para minimização de riscos até mensuração dos desfechos clínicos atuais, para daí propor ações de mudança de cenário, e isso traz benefícios em curto, médio e longo prazo. 



Métodos
O IMPACTO-MR é uma plataforma de pesquisas que inicia como um estudo observacional prospectivo e colaborativo, com coleta de dados clínicos, microbiológicos e de custos de pacientes internados em UTI adulto brasileiras. 
A previsão é de inclusão de 38.250 pacientes com idade maior de 18 anos que estejam internados em UTI dos hospitais participantes. 
A coleta de dados ocorre através da extração de dados dos registros de saúde, e incluem informações sobre a função orgânica, características demográficas, diagnósticos, risco previsto de morte intra-hospitalar, uso de antimicrobianos e estado vital na alta hospitalar. Todos os dados clínicos dos pacientes são anônimos e registrados na plataforma do estudo. Serão coletados dados para caracterizar os hospitais (e as UTIS), laboratório de microbiologia e CCIH. 

Especificamente para objetivo de "Avaliar, de forma global, a validade dos dados reportados de incidência de infecções relacionadas à assistência à saúde - IRAS - reportados à ANVISA", haverá uma 1ª fase, com duração de 6 meses, na qual os dados coletados pelo estudo e aqueles rotineiramente coletados pelas CCIH e encaminhados à ANVISA permanecerão completamente segregados, permitindo o desenvolvimento de uma análise de concordância que avaliará e quantificará as eventuais diferenças existentes entre as duas bases. Com o intuito de contribuir na qualificação dos processos e no aprimoramento da qualidade do dado gerado, na 2ª fase até o término do estudo, uma interação construtiva entre os coletadores de dados em atividade pelo estudo e os técnicos da CCIH será estimulada.

No que tange a ações de prevenção de IRAS, durante a visita de iniciação estudo, uma avaliação de processo será programada. O objetivo será buscar evidências de que os dados relatados pelas instituições através de auto avaliação se confirmam na prática e, secundariamente, compor o painel de dados que descreverá em detalhes as características das instituições participantes do projeto.



Resultados
Para a seleção de UTIs, foram convidados 820 hospitais que já tinham participado de estudos com a BRICNET, AMIB e PROADI. Destes, recebemos 175 respostas, obtendo um número final de 60 UTIs. Destas, 24 encontram-se na região Sudeste, 14 no Nordeste, 11 no Sul, 6 no Norte e 5 no Centro-oeste. Em relação à esfera de atendimento, 60% são públicos, 27% são privados, e 13% mistos. 
Até o dia 08/10/2019, temos 33 aprovação no CEP, 6 treinados e 2 já incluindo participantes. 
A coleta de dados deve ser mantida até o fim de 2020, porque temos intenção de solicitar continuação do IMPACTO-MR para o triênio 2021 a 2023. No entanto, as análises para os objetivos específicos apresentados serão realizadas no último trimestre de 2020, considerando dados até outubro de 2020.

Liderança
Superintendentes PROADI:
Dra. Ana Paula Pinho - HAOC 
Dra. Bernadete Weber - HCor
Dr. Guilherme Schettino - HIAE
Dr. Luciano Hammes - HMV

Equipe

Dr. Adriano Jose Pereira - HIAE

Dr Alexandre Biasi - HCor

Dr. Leonardo Lima Rocha - HAOC

Dr. Luciano Cesar Pontes de Azevedo - HSL

Dr. Maicon Falavigna - HMV

Ana Cristina Lagoeiro Patrocinio da Cruz - HIAE

Andréa de Carvalho -HIAE

Bruna Sampaio -HCor

Camila Dietrich - HMV

Carolinne Ferreira Abrahão - HAOC

Daniel Sganzerla - HMV

Débora Vacaro Fogazzi - HMV

Dr Fernando Zampieri - HCor

Dr Thiago Lisboa - HCor

Dr. Antonio Paulo Nassar Junior - HIAE

Dr. Bruno Martins Tomazini - HSL

Dr. Filipe Teixeira Piastrelli - HAOC

Dr. Gregory Saraiva Medeiros - HMV

Dra. Daniela Ghidetti Mangas Catarino - HAOC

Flavia Regina Bueno - HSL

Franca Pellison Baldassare - HSL

Isabella Jesuino - HCor

Jacqueline Silva - HCor

Karina Negrelli - HCor

Maysa Yukari Cheno - HAOC

 

 



Colaboração


Área Técnica
Ministério da Saúde (SVS, SCTIE, SAS)
GGTES/ANVISA

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