Avaliação de custos e desfechos da incorporação racional de drogas anti-PD1/anti-PD-L1 no manejo de câncer de pulmão metastático em população de mundo real no Sistema Único de Saúde.
Hospital Israelita Albert Einstein

Avaliação de custos e desfechos da incorporação racional de drogas anti-PD1/anti-PD-L1 no manejo de câncer de pulmão metastático em população de mundo real no Sistema Único de Saúde.
BLISS
2018-2020

Avaliação de custos e desfechos da incorporação racional de drogas anti-PD1/anti-PD-L1 no manejo de câncer de pulmão metastático em população de mundo real no Sistema Único de Saúde.
Resumo

O câncer de pulmão é o terceiro câncer mais comum no Brasil, com mais de 30 mil casos novos todos os anos e é também o principal responsável pelas mortes por câncer no país. Quando a doença é metastática, ou seja, está em mais de uma parte do corpo, o tratamento é com medicamentos, entre eles a quimioterapia. As imunoterapias são medicamentos novos que ajudam o sistema de defesa do corpo a combater o tumor e atuam através de substâncias nas células chamadas PD1 e PD-L1. São, portanto, chamadas de drogas anti-PD1/PD-L1.
As drogas anti-PD1/PD-L1 já são usadas para o tratamento de câncer de pulmão em outros países, mas muitas vezes necessitam de exames específicos para o acompanhamento, têm alto custo e também podem levar a efeitos colaterais graves. Assim, antes de se decidir se elas devem ser usadas em pacientes do Sistema Único de Saúde no Brasil, é importante saber se funcionam, se são seguras na nossa população e se os custos envolvidos no seu uso, incluindo exames e internações, podem sem cobertos pelo SUS.
O objetivo do projeto é criar um guia de tratamento de pacientes com câncer de pulmão metastático que leva em consideração caraterísticas dos pacientes para determinar se o melhor tratamento para eles é a quimioterapia, imunoterapia ou outras medicações. Após a criação deste guia, objetivamos testá-lo em 200 pacientes e avaliar os resultados, complicações e custos de cada tratamento.
No total, 200 pacientes do SUS com câncer de pulmão do tipo não-pequenas células (o mais comum) com metástases serão tratados. Será feita uma biopsia de todos os pacientes e, de acordo com o resultado, receberão quimioterapia, imunoterapia com drogas anti-PD1/PD-L1 ou drogas alvo. À medida que os pacientes forem tratados, coletaremos dados da eficácia e toxicidade do tratamento, além e custos envolvidos nos remédios, exames e internações.
Ao final, saberemos não só se as drogas anti-PD1/PD-L1 funcionam na população do SUS, mas também que porção dos pacientes devem receber este tratamento, as complicações esperadas e os custos associados.
Este projeto é realizado no Hospital Municipal Vila Santa Catarina (HMVSC), associado ao Hospital Israelita Albert Einstein. O público-alvo do projeto é composto por pacientes com câncer de pulmão de células não-pequenas metastático que não são candidatos a cirurgia ou radioterapia, referenciados para o serviço de oncologia clínica do HMVSC, pela agenda SIGA (Sistema Integrado de Gestão de Atendimento) da prefeitura de São Paulo.



Introdução
O câncer de pulmão de células não-pequenas (CPCNP) é o terceiro câncer mais comum em homens e mulheres no Brasil, mas é a principal causa de óbito relacionada à neoplasia. Por ser assintomático em estágios iniciais e ter crescimento rápido, é, em geral, diagnosticado como doença metastática e incurável. Segundo dados dos DATASUS, em 2016 28 mil pacientes foram diagnosticados com esta doença no Brasil, dos quais 23 mil foram a óbito, com uma taxa de mortalidade de 82%. 
Se não tratados, estes pacientes com doença metastática têm sobrevida mediana de 6 meses. Com quimioterapia convencional, fornecida atualmente pelo sistema
único de saúde (SUS) esta estimativa aumenta para 9 meses. Ao longo deste período, o paciente apresenta grande custo ao sistema, pela necessidade de internações hospitalares frequentes para manejo de complicações do tratamento e da própria doença. 
As imunoterapias são uma nova estratégia para o tratamento de cânceres em geral. Trata-se de medicações endovenosas que podem ser usadas isoladas ou combinadas com quimioterapia e que permitem que o sistema imune do paciente reconheça e destrua tumores. Atualmente, existem 3 destas medicações aprovadas no Brasil para o tratamento de câncer de pulmão: os antagonistas de PD-1 pembrolizumabe (Keytruda®) e nivolumabe (Opdivo®) e o antagonista de PD-L1 atezolizumabe (Tecentriq®). Estas drogas de mostraram superiores à quimioterapia convencional, com sobrevidas medianas em torno de 14 meses, chegando a 22 meses em populações selecionadas. Têm também menor
toxicidade e menor taxa de internação hospitalar que quimioterapias e, portanto, se tornaram o padrão do tratamento no mundo e na saúde suplementar no Brasil.

Métodos
O objetivo primario é determinar os custos diretos e desfechos de um protocolo de atendimento de cancer de pulmão de celulas nao pequenas metastático que envolve quimioterapia convencional e imunoterapia em 1ª e 2ª linha de acordo com as indicações atuais de bula. 
Os objetivos secundarios sao comparar custos e desfechos entre pembrolizumabe e quimioterapia no tratamento de primeira linha e relatar variaveis associadas com maior custo no tratamento de segunda linha com imunoterapia.

Pacientes com a confirmação histológica de câncer de pulmão de células nãopequenas e que preencham critérios de inclusão serão apresentados ao protocolo de estudo e assinarão TCLE. Após assinatura, todos os tumores serão testados para mutações de EGFR e ALK, além de expressão de PD-L1.

- Pacientes PD-L1 > 50% receberão pembrolizumabe de primeira linha seguido de quimioterapia baseada em platina de segunda linha (carboplatina ou
cisplatina associadas a paclitaxel ou pemetrexed);

- Pacientes com PD-L1 1-49% receberão quimioterapia baseada em platina de primeira linha, seguida de pembrolizumabe na segunda linha;

- Pacientes com PD-L1 < 1% receberão quimioterapia baseada em platina na primeira linha, seguida de docetaxel na segunda linha.

Resultados
Objetivamos atender 200 pacientes do Sistema Único de Saúde no Hospital Municipal Vila Santa Catarina.
A eficácia será medida como taxa de resposta, sobrevida livre de progressão, sobrevida global e toxicidade.
Até Julho de 2019, 47 pacientes foram elegiveis para o projeto.

Liderança
Dr. Diogo Bugano Diniz Gomes - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP -  Lattes

Equipe
Dra. Ludmila de Oliveira Koch - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP - Lattes
Dr. Sergio Eduardo Alonso Araujo - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP - Lattes
Natália Felipe Campano Perez - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP


Colaboração
Hospital Municipal Vila Santa Catarina

Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Hospital Albert Einstein
Fernanda Pahim Santos - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP - Linkedin
Flavia Pereira de Carvalho - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP - Linkedin
Luana Vanessa Lopes Francisco - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP - Linkedin
Renato Tanjoni - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP - Linkedin
Silvia Lefone Milan - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP - Linkedin
Kauê Kamia de Menezes - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP - Linkedin


Área Técnica
Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos - SCTIE - Ministério da Saúde

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