Estudo de prevalência de HTLV e outras ISTs e padrões de comportamento sexual em parturientes e população geral
Hospital Moinhos de Vento

Estudo de prevalência de HTLV e outras ISTs e padrões de comportamento sexual em parturientes e população geral
HTLV
2018-2020

Estudo de prevalência de HTLV e outras ISTs e padrões de comportamento sexual em parturientes e população geral
Resumo
A atenção pré-natal e obstétrica, a promoção do sexo seguro e a prevenção e cuidado de infecções sexualmente transmissíveis (IST) são conceitos chave para a promoção de saúde mundial. Nos últimos anos as IST têm emergido como um grave problema de saúde, com repercussões a curto e longo prazo, algumas curáveis como a sífilis e hepatite C e outra incuráveis como HIV, hepatite B e vírus da leucemia humana de células T (HTLV).

Essas doenças compartilham fatores sociais e comportamentais, via de transmissão, e além disso, a existência de uma delas pode facilitar o surgimento de outras. Sendo assim, seu controle e monitoramento deve ser feito de forma ampliada, buscando entender a cadeia de transmissão e o comportamento associado à presença das IST, para que se possa implementar estratégias de controle das doenças.

A avaliação sindrômica das IST inclui o estudo da sífilis, das hepatites, do HIV e principalmente do HTLV, uma doença com distribuição global e que, apesar de ser um dos primeiros retrovírus humanos identificados, ainda não tem estratégias efetivas de controle implementadas.

No Brasil até o momento, os estudos avaliando a infecção por HTLV, não apresentam cobertura nacional, impossibilitando o planejamento de estratégias de enfrentamento da doença, especialmente no que se refere a transmissão vertical, de mãe para filho. Adicionalmente, o monitoramento da infecção por sífilis, HIV e hepatites virais em gestantes é fundamental para o direcionamento das estratégias de prevenção, vigilância e controle.

O projeto fornece informações importantes para o planejamento de ações de enfrentamento da situação epidemiológica do HTLV, HIV, sífilis e hepatites virais em parturientes no Brasil, com vistas ao sistema de atenção à saúde complexo, às amplas desigualdades e diferentes condições demográficas, econômicas, sociais, culturais e de saúde no país.

Além do direcionamento de políticas públicas, o estudo fortalece a vigilância epidemiológica destas doenças e avalia indicadores referentes ao conhecimento, atitudes e práticas relacionados ao IST/AIDS e hepatites virais, assistindo a gestão dos mecanismos de vigilância, prevenção e controle.


Introdução
A saúde sexual e reprodutiva é considerada um dos elementos chave para o desenvolvimento social mundial. Neste sentido a atenção pré-natal e obstétrica, a promoção do sexo seguro e a prevenção e cuidado de infecções sexualmente transmissíveis (IST) são conceitos chave para a promoção de saúde.

As IST têm emergido como um grave problema de saúde, com repercussões a curto e longo prazo, algumas curáveis como a sífilis e hepatite C e outra incuráveis como HIV, hepatite B e vírus da leucemia humana de células T (HTLV). Neste cenário, é importante entender a cadeia de transmissão e o comportamento associado à presença das IST, para que se possa implementar estratégias de controle das doenças.

O HTLV tem distribuição global e apesar de ser um dos primeiros retrovírus humanos identificados, ainda não foram implementadas estratégias efetivas de controle. A avaliação sindrômica das IST também inclui o estudo de HIV, principalmente na detecção em gestantes, da sífilis, considerada epidêmica desde 2016, e das hepatites virais, pois as coinfecções são comumente reportadas.

No Brasil os estudos avaliando a infecção por HTLV não apresentam cobertura nacional, impossibilitando o planejamento de estratégias de enfrentamento da doença, especialmente no que se refere a transmissão vertical, de mãe para filho. Adicionalmente, o monitoramento da infecção por sífilis, HIV e hepatites virais em gestantes é fundamental para o direcionamento das estratégias de prevenção, vigilância e controle, em avaliação com representatividade macrorregional.

Nesse contexto, o projeto investiga a prevalência e fatores associados à infecção por HTLV, HIV, sífilis e hepatites virais, em parturientes no Brasil, em vistas de fortalecer o monitoramento de determinantes de vulnerabilidades dessas infecções. Além disso, avalia os padrões de comportamento determinantes da presença de infecção, analisando indicadores referentes ao conhecimento, às atitudes e às práticas da população relacionas à IST.

 



Métodos

O projeto apresenta caráter transdisciplinar, envolvendo diferentes áreas de expertise, como vigilância de infecções sexualmente transmissíveis e saúde pública. São conduzidos 2 eixos de estudo.

O primeiro é a avaliação da prevalência de HTLV, HIV, sífilis e hepatites virais em parturientes do Brasil, o estudo soroepidemiológico transversal multicêntrico com coorte aninhada retrospectiva, inclui maternidades conveniadas de todo o território nacional. São incluídas no estudo gestantes internadas para o parto ou parturientes, com avaliação de informações do pré-natal, dados socioeconômicos, comportamento e práticas sexuais, além de testagem para HTLV, HIV, sífilis, hepatites virais. A amostra do estudo é aproximada de 32.000 mulheres.

O segundo é a avaliação dos conhecimentos, atitudes e práticas da população geral relacionados às IST, o estudo transversal de base populacional é realizado no estado do Rio Grande do Sul, estado com maior prevalência de HIV e sífilis do país. São incluídos no estudo indivíduos maiores de 18 anos de ambos os sexos, que respondem um questionário estruturado e realizam testagem de HIV, sífilis e hepatites virais. A amostra é realizada a partir dos estratos censitários e estimada em 7.400 participantes.



Resultados
O projeto foi aprovado em junho de 2019 e para a realização dos estudos os seus principais marcos são o desenvolvimento de materiais do estudo, a seleção dos centros participantes, a realização do estudo piloto, o treinamento dos centros participantes, a coleta de dados, análise de dados e divulgação do projeto.

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Equipe


Colaboração


Área Técnica


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