Vitamina C, Hidrocortisona e Tiamina em pacientes com choque séptico: estudo clínico randomizado (vitamin trial)
Hospital Sírio-Libanês

Vitamina C, Hidrocortisona e Tiamina em pacientes com choque séptico: estudo clínico randomizado (vitamin trial)
Vitamina C
2018-2020

Hospital Sírio-Libanês
Resumo
O ônus global de sepse é substancial com uma estimativa de 15 a 19 milhões casos por ano, a grande maioria desses casos ocorre em países de baixa renda. Com uma melhora no diagnóstico e tratamento de suporte, a mortalidade de 28 dias por sepse em países de alta renda diminuiu cerca de 25%, no entanto, a mortalidade provocada por choque séptico permanece ainda em torno de 45%. Além disso, a mortalidade por sepse e choque séptico em países de baixa renda permanece elevada, em torno de 60%. Além da mortalidade a curto prazo, os pacientes sépticos sofrem numerosas complicações a curto e longo prazo e têm risco aumentado de morte por até cinco anos após o evento agudo. Novas abordagens terapêuticas para a sepse são necessárias e precisam ser eficazes, baratas, seguras e prontamente disponíveis. Este projeto prevê a combinação de três elementos: vitamina C, hidrocortisona e tiamina,  em um estudo randomizado, controlado, multicêntrico (mcRCT), pragmático e de viabilidade para confirmar que achados de sinergia aumentam a sobrevida dos pacientes com sepses e podem salvar vidas.
 


Introdução

Vários estudos investigaram o uso de vitamina C no doente crítico. Em um estudo piloto de 24 pacientes com sepse grave e choque séptico, a vitamina C intravenosa em altas doses atenuou a resposta inflamatória.  No entanto, um efeito tão dramático parece clinicamente implausível. Os pacientes com sepse previsivelmente têm níveis séricos de vitamina C muito baixos, que só podem ser corrigidos com vitamina C intravenosa em uma dose de mais de 3 gramas por dia. A combinação de hidrocortisona e vitamina C pode atuar sinergicamente em pacientes com sepse. Esta hipótese é apoiada por um estudo in-vitro em que a hidrocortisona, juntamente com a vitamina C, protegem o endotélio vascular contra danos causados pela endotoxina, enquanto nenhum agente sozinho tem esse efeito. Com base nesses dados, sugerimos que a combinação de hidrocortisona e vitamina C podem atuar sinergicamente para limitar a resposta pró-inflamatória, limitar a lesão endotelial e melhorar a função microcirculatória e a reação vasopressora em pacientes com sepse e choque séptico. A tiamina também foi reconhecida tendo um papel essencial no metabolismo celular e na formação de ATP. O papel de cofator na sinalização neuronal, homeostase, atividade colinérgica, ativação dos canais de cloro e resposta imune está recebendo atenção crescente, enquanto a descoberta de nucleotídeos de tiamina e adenina indica que ainda pode haver mais funções da tiamina a serem reveladas.  Este projeto prevê a combinação destes três elementos com um estudo randomizado, controlado, multicêntrico (mcRCT), pragmático e de viabilidade para confirmar que os achados de sinergia aumentam a sobrevida dos pacientes com sepses. Além disso, acreditamos que é essencial realizar este estudo, já que a vitamina C, hidrocortisona e tiamina são baratas e amplamente disponíveis e essa abordagem terapêutica tem potencial para ser usada em países em desenvolvimento e salvar a vida de milhões de pacientes que morrem de sepse no mundo inteiro a cada ano.



Métodos
O objetivo do estudo é determinar se a administração intravenosa de dose elevada de Vitamina C (6g / d), Tiamina (400mg / d) e Hidrocortisona (200mg / d) por 10 (dez) dias em pacientes com choque séptico resulta em redução da mortalidade por todas as causas em 28 dias após a randomização.
O estudo é  um ensaio clínico triplo cego, randomizado, controlado e multicêntrico e a população do estudo são os pacientes admitidos nas UTI dos hospitais participantes com o diagnóstico primário de choque séptico por qualquer foco, que se encaixem nos critérios de sepses – 3, além de ter mais de 18 anos. São previstos vários critérios de exclusão.
Os centros escolhidos para inclusão de pacientes no projeto são: Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, Hospital do Câncer de Barretos, Hospital de Base de Brasília, Hospital A. C. Camargo, Instituto do Coração/FMUSP, Instituto Central do Hospital das Clínicas FMUSP, Hospital Santa Casa de Vitória, Hospital das Clínicas de Botucatu, Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná, Hospital das Clínicas da FM de Ribeirão Preto, Hospital São Rafael, Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora, Hospital de Clínicas da UNICAMP, Universidade Federal de Uberlândia, Hospital das Clínicas de Rio Preto, Hospital Escola da Universidade de Pelotas, Hospital Universitário Oswaldo Cruz de Recife, Hospital Universitário João de Barros Barreto e Hospital Universitário Walter Cantídio.
Os pacientes serão alocados em uma proporção de 1:1 para o grupo de tratamento, recebendo os medicamentos ou para o grupo controle, recebendo Hidrocortisona (50mg a cada 6 horas).
O tratamento continuará até que um dos critérios para suspensão do tratamento seja atendido. A análise dos casos fechados ocorrerá na Coordenação do Estudo.


Resultados

O projeto está em fase de credenciamento dos Centros de Pesquisa e não há paciente recrutado ainda, visto que o projeto foi aprovado recentemente.



Liderança

Franca Pellison Baldassare 
http://lattes.cnpq.br/7849027734783832



Equipe

 

Franca Pellison Baldassare 
http://lattes.cnpq.br/7849027734783832





Colaboração
  • Instituto do Câncer do Estado de São Paulo - São Paulo-SP
  • Hospital do Câncer de Barretos – Barretos-SP
  • Hospital de Base de Brasília – Brasília-DF
  • Hospital A. C. Camargo - - São Paulo-SP
  • Instituto do Coração/FMUSP - São Paulo-SP
  • Instituto Central do Hospital das Clínicas – FMUSP – São Paulo-SP
  • Hospital Santa Casa de Vitória – Vitória-ES
  • Hospital das Clinicas da FM de Botucatu – Botucatu-SP
  • Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná – Curitiba-PR
  • Hospital das Clínicas da FM de Ribeirão Preto – Ribeirão Preto-SP
  • Hospital São Rafael – Salvador-BA
  • Hospital da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Porto Alegre-RS
  • Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora – Juiz de Fora-MG
  • Hospital de Clínica da UNICAMP – Campinas-SP
  • Universidade Federal de Uberlândia – Uberlândia-MG
  • Hospital das Clínicas de Rio Preto – São José do Rio Preto-SP
  • Hospital Escola da Universidade de Pelotas - RS
  • Hospital Universitário Oswaldo Cruz – Recife-PE
  • Hospital Universitário João de Barros Barreto – Belém-PA
  • Hospital Universitário Walter Cantídio – Fortaleza-CE


Área Técnica
Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE)
Ministério da Saúde

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