Gestão de Riscos Sanitários em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde de Média e Alta Complexidade
Hospital Israelita Albert Einstein

Gestão de Riscos Sanitários em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde de Média e Alta Complexidade
Risco Sanitário
2018-2020

Gestão de Riscos Sanitários em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde de Média e Alta Complexidade
Resumo

O projeto visa o desenvolvimento de competências essenciais em profissionais que atuam na gestão de riscos do ambiente hospitalar. A complexidade desse espaço, com múltiplos clientes e serviços, aumenta a necessidade da utilização de práticas de gestão ampla e efetiva de riscos, dentro de organizações de saúde. A proposta é treinar equipes de profissionais no uso de ferramentas para investigação, qualidade do cuidado e gerenciamento e análise de riscos, promovendo iniciativas voltadas à segurança do paciente em diferentes áreas da atenção e serviços. São oferecidos cursos presenciais, baseados na metodologia participativa, em que os participantes poderão criar soluções para problemas em suas rotinas reais, levando também propostas para melhorar a segurança do ambiente de trabalho.
O benefício esperado para o Sistema Único de Saúde (SUS) é aumentar a qualificação dos profissionais para atividades de investigação de acontecimentos e análise de riscos, com vistas à proposição de barreiras, mitigação ou eliminação de danos e controle eficiente dos riscos. Está nesse escopo o desenvolvimento de gestores com maior conhecimento e habilidade para condução de processos de gestão eficiente dos riscos, capazes de gerar informações úteis para a tomada de decisão sobre a assistência, segurança dos processos e redução de desperdícios.
Entre os objetivos do projeto estão: desenvolver habilidades e conhecimento dos profissionais da saúde em instrumentos para melhoria assistencial e da cultura de segurança estimulando a mudança de atitudes; exercitar o papel do trabalho em equipe e da interdisciplinaridade diante da qualidade de atendimento e segurança do paciente; além de desenvolver habilidades e conhecimento das lideranças em processos de gestão de riscos assistenciais, monitoramento de indicadores e processo decisório. Também é propósito do projeto melhorar o nível de reconhecimento de eventos adversos, relacionados ao uso de medicamentos, produtos para a saúde e de higiene, cosméticos, perfumes e saneantes, assim como à utilização terapêutica de sangue, células, tecidos e órgãos humanos.
A metodologia ativa privilegia a colaboração para o desenvolvimento de capacidades e competências, por meio da problematização, discussões de casos, supervisão na utilização de instrumentos e outras abordagens comportamentais. As técnicas de ensino abordadas baseiam-se nas metodologias ativas, permitindo aos profissionais do SUS vivenciarem e aplicarem os conceitos e ferramentas em casos práticos e dentro da realidade dos serviços de saúde. O processo tem a intenção de estimular a autoaprendizagem e a autonomia do estudante para analisar possíveis situações para tomada de decisão, sendo o professor apenas o facilitador desse processo.
Estão envolvidos no projeto: Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Ministério da Saúde, Hospital Israelita Albert Einstein e profissionais de saúde, lideranças e gestores de processos assistenciais e administrativos.

 



Introdução

Riscos e eventos relacionados à assistência ao paciente constituem um problema em todo o mundo. Os serviços de saúde são prestados em ambientes complexos, onde vários fatores podem contribuir para a ocorrência dos incidentes relacionados à assistência. A gestão de risco no âmbito da Segurança do Paciente objetiva a redução do risco de danos ao paciente nos serviços de saúde.  O desenvolvimento de processos seguros ao paciente pressupõe que se tenha compreensão da complexidade e riscos que a operação hospitalar oferece ao paciente. É primordial o envolvimento e comprometimento das lideranças dos serviços de saúde com a segurança do paciente, mantendo uma estrutura que foque na melhoria dos processos e sistemas e não na punição de pessoas envolvidas nas falhas.

Desde a publicação do livro intitulado “Errar é humano” pelo Instituto de Medicina dos Estados Unidos, a disseminação da cultura de segurança e qualidade tem levado à adoção de práticas de gerenciamento de risco em hospitais. Em 2004, por meio do programa da Aliança Mundial para Segurança do Paciente, foram criadas diretrizes e estratégias para incentivar e divulgar práticas que garantissem a segurança do paciente.

No Brasil, a Vigilância Sanitária monitora eventos adversos em 192 hospitais da Rede Sentinela e desde 2013 com o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) há forte investimento na qualificação do cuidado em saúde através de implementação de protocolos, núcleos de segurança dos pacientes e notificação de eventos adversos. Ressalta-se a necessidade crescente de alcançar a alta confiabilidade dos processos desenvolvidos em serviços de saúde, disseminando métodos e técnicas para análise e gestão de riscos.

Métodos

Trata-se de um projeto de desenvolvimento de capacidades e competências por meio do uso de situações problema, discussões de casos, supervisão no uso de instrumentos e abordagem comportamental que caracterizam o ensino ativo de conteúdos educacionais.

São oferecidos cursos presenciais estruturados de modo que os profissionais possam problematizar e encontrar soluções para problemas reais de sua rotina, levando para seus serviços propostas de melhoria a serem implantadas.  Os cursos têm carga horária de 24 horas, sendo cada turma composta por 45 vagas destinadas às instituições credenciadas à Rede Sentinela, a área de Vigilância Sanitária e ao Ministério de Saúde. No triênio (2018 -2020) 28 turmas serão constituídas, divididas em dois cursos, com públicos-alvo distintos. 

O primeiro (Módulo I) intitulado “Ferramentas para Investigação e Análise de eventos e riscos em Saúde” é voltado para profissionais da saúde que atuam na área de gerenciamento de riscos e segurança do paciente, núcleos de segurança do paciente e outros profissionais que estejam envolvidos nessa área. Temas abordados:

  • Bases teóricas e conceitos utilizados na aplicação das ferramentas.
  • Ferramentas para investigação e análise de eventos adversos.
  • Ferramentas para análise proativa de riscos.
  • Formulação de instrumentos de monitoramento.

O segundo curso (Módulo II) intitulado “Gestão de Segurança do Paciente e Gestão de Riscos para Lideranças em Saúde” é destinado a lideranças de serviços de saúde, bem como aos profissionais que exercem atividade de gestão em áreas relacionadas à qualidade, segurança do paciente e gerenciamento de riscos. Temas abordados:

  • Bases teóricas e conceitos utilizados na aplicação da gestão de riscos.
  • Estruturas de gestão que dão apoio à gestão de riscos clínicos e de qualidade no cuidado.
  • Negociação e processo decisório.
  • Papel da liderança e desenvolvimento do sistema de qualidade e segurança em saúde.


Resultados

O projeto iniciou em agosto de 2018 e até junho de 2019, 178 unidades de saúde (Hospitais, UPAs, Secretarias Estaduais e Municipais, Unidades da Vigilância Sanitária de diversos estados, Centrais de Transplantes, entre outros), de 24 estados e Distrito Federal participaram dos cursos.  O projeto conta com um indicador de resultado, que é a taxa de satisfação com a qualidade do curso, com meta contratada de 90%. Das 12 edições realizadas até junho de 2019, 6 foram para o módulo I que obteve 95% de taxa de satisfação e 6 para o módulo II com 94% de taxa de satisfação.

 De agosto de 2018 a junho de 2019, foram capacitados 518 profissionais através dos cursos presenciais, nas seguintes edições

 Módulo I: Ferramentas para Investigação e Análise de eventos e riscos em Saúde

Edição 1- carga horária de 24 horas e 44 participantes nos dias 20 a 22 de agosto de 2018

Edição 2- carga horária de 24 horas e 41 participantes nos dias 08 a 10 de outubro de 2018

Edição 3- carga horária de 24 horas e 47 participantes nos dias 05 a 07 de novembro de 2018

Edição 4- carga horária de 24 horas e 47 participantes nos dias 04 a 06 de fevereiro de 2019

Edição 5- carga horária de 24 horas e 42 participantes nos dias 08 a 10 de abril de 2019

Edição 6- carga horária de 24 horas e 42 participantes nos dias 03 a 05 de junho de 2019

 Módulo II: Gestão de Segurança do Paciente e Gestão de Riscos para Lideranças em Saúde

Edição 1- carga horária de 24 horas e 43 participantes nos dias 17 a 19 de setembro de 2018

Edição 2- carga horária de 24 horas e 41 participantes nos dias 17 a 19 de outubro de 2018

Edição 3- carga horária de 24 horas e 45 participantes nos dias 03 a 05 de dezembro de 2018

Edição 4- carga horária de 24 horas e 42 participantes nos dias 11 a 13 de março de 2019

Edição 5- carga horária de 24 horas e 42 participantes nos dias 13 a 15 de maio de 2019

Edição 6- carga horária de 24 horas e 42 participantes nos dias 17 a 19 de julho de 2019

Todas as capacitações acontecem na cidade de São Paulo.

Liderança
Maite Augusta Correa Costa Rossetto - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP - Linkedin

Equipe
Maite Augusta Correa Costa Rossetto – Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP - Linkedin
Roselaine Maria Coelho de Oliveira - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP - Linkedin
Cintia Suemy Kagiyama Dutra - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP - Linkedin
Brittany Drielly Domiciano - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP - Linkedin


Colaboração
ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária

Antonio Capone Neto - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP - Lattes
Carla de Azevedo Bezerra - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP - Linkedin
Cintia Suemy Kagiyama Dutra - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP - Linkedin
Claudia Defendi - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP - Linkedin
Daisy Mitiko Suzuki Okada - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP - Linkedin
Elisa Aparecida Alves Reis - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP - Linkedin
Fabio Junji Moribe - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP - Linkedin
Flavia Fernanda Franco - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP - Linkedin
Haggeas Da Silveira Fernandes - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP - Linkedin
Joao Paulo Rodrigues Gomes - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP
Joyce Caroline Dinelli Ferreira - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP - Linkedin
Leonardo Jose Rolim Ferraz - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP - Linkedin
Lital Moro Bass - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP - Linkedin
Livia Sanches Pedrilio - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP - Linkedin
Neila Maria Marques Negrini - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP - Linkedin
Roberta Gonçalves Marques - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP
Roselaine Oliveira - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP - Linkedin
Thais Galoppini Felix - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP - Linkedin
Waleria de Sá Bezerra - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP -  Linkedin
Youri Eliphas de Almeida - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP - Linkedin
Beatriz Bonadio Aoki - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP
Dourival Sabino Gomes Filho - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP - Linkedin
Fernanda Pahim Santos - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP - Linkedin
Renato Tanjoni - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP - Linkedin
Silvia Lefone Milan - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP - Linkedin
Kauê Kamia de Menezes - Hospital Israelita Albert Einstein, São Paulo, SP - Linkedin


Área Técnica
ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária

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