Avaliação diagnóstica do programa telessaúde Brasil redes
Hospital Alemão Oswaldo Cruz

Avaliação diagnóstica do programa telessaúde Brasil redes
Telessaúde Brasil Redes
2018-2020

Hospital Alemão Oswaldo Cruz
Resumo

AVALIAÇÃO  DIAGNÓSTICA DO PROGRAMA NACIONAL TELESSAÚDE BRASIL REDES

 

Introdução

 

No Brasil, a Telessaúde surge diante de uma necessidade de integração das redes assistenciais e articulação entre os níveis de atenção à saúde no SUS. Evidências mostram que um sistema de saúde integrado apresenta melhores resultados em sua qualidade e eficiência.

 

A avaliação realizada pelo projeto irá gerar informações importantes para que o Ministério da Saúde possa desenvolver um planejamento estratégico do Programa Telessaúde Brasil Redes buscando sua adequação e ampliação, possibilitando assim um aperfeiçoamento de sua gestão e otimização dos recursos financeiros aplicados neste programa. Isto trará um impacto direto na efetividade e na qualidade da assistência prestada pelos diversos Núcleos de Telessaúde.

 

Objetivo

 

Avaliação Diagnóstica do Programa Nacional Telessaúde Brasil Redes.

 

Objetivos Específicos

 

  • Elaborar um Modelo teórico para a Avaliação do Programa Nacional Telessaúde Brasil Redes;
  • Elaborar o Modelo Lógico do Programa nacional Telessaúde Brasil Redes;
  • Caracterizar e Analisar o alcance do programa nacional Telessaúde Brasil Redes;
  • Analisar a contribuição do Programa no desenvolvimento das instituições que hospedam os núcleos de Telessaúde;
  • Analisar a relação custo efetividade dos Núcleos que oferecem ações de Teleconsultoria;
  • Analisar a relação custo efetividade dos Núcleos que oferecem ações de Tele-educação;
  • Analisar a contribuição dos serviços de Teleconsultoria, Telediagnóstico e Tele-educação para a articulação entre os níveis de atenção à saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde.

 

Metodologia

 Estudo avaliativo, exploratório, que utilizará recursos como a triangulação de métodos e evidências e estudos de caso. Durante o triênio, o projeto seguirá os seguintes procedimentos metodológicos: Modelagem do programa; Análise da Implementação; Análise de Custo efetividade; Efeitos do programa Telessaúde e Razão de custo efetividade.

Resultados

No ano de 2018, foram coletados os dados com a revisão de literatura, análise de documentos e visita aos núcleos, foi realizada a sistematização da teoria e o funcionamento do programa. Simultânea e articuladamente a esse processo, foram analisadas informações econômicas do Telessaúde Brasil Redes que serão finalizadas em dezembro de 2019.

Conclusão

A elaboração da modelagem teórica e lógica do programa pôde proporcionar a definição e compreensão das abordagens avaliativas e procedimentos metodológicos propostos para as etapas seguintes deste projeto, além de promover melhor entendimento a respeito dos componentes do programa e seus possíveis efeitos e dar suporte à elaboração das perguntas avaliativas.



Introdução

Enquanto política pública no Sistema Único de Saúde (SUS), a Telessaúde tem como marco histórico o desenvolvimento pelo Ministério da Saúde (MS), em 2007, do Projeto Piloto de Telessaúde Aplicada à Atenção Básica que pos­sibilitou, inicialmente, a formação de núcleos localizados nas Universidades Estaduais do Rio de Janeiro e Amazonas e nas Universidades Federais do Ceará, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Posteriormente, os núcleos foram sendo implantados em outros estados e, em 2010, o MS instituiu o Programa Telessaúde Brasil com o objetivo de fortalecer as Equipes de Saúde da Família (ESF), com base na oferta de uma ‘segunda opinião for­mativa’ e outras ações de capacitação. Em 2011, o MS redefine e amplia o Programa, que passa a ser denominado Programa Nacional Telessaúde Brasil Redes (TBR).

De acordo com a Portaria GM/MS nº 2.546 de 27 de outubro de 2011, o TBR proporciona aos profissionais e trabalhadores das Redes de Atenção à Saúde (RAS), no SUS, os seguintes serviços: (i) Teleconsultoria (síncrona e assíncrona) - consulta entre trabalhadores, profissionais e gestores da área de saúde, por meio de instrumentos de telecomunicação bidirecional; (ii) Telediagnóstico - determinação de uma condição ou doença, feita a distância; (iii) Segunda Opinião Formativa - respostas sistematizadas, a partir de critérios de relevância e pertinência, com base nas melhores evidências científicas, a perguntas originadas das Teleconsultorias e; (iv) Tele-educação - conferências, aulas e cursos, ministrados por meio das TIC. 



Métodos
O projeto consubstancia-se na utilização de estratégias metodológicas que permitem a obtenção de conhecimento sobre o desenvolvimento do Programa Nacional Telessaúde Brasil Redes (TBR), em um cenário de práticas de TIC diversificadas, de multiplicidade e diferentes especificidades de instituições envolvidas e de um público-alvo de magnitude e relevância distinguida pela natureza do trabalho e pela organização geopolítica do país. Trata-se de um estudo avaliativo, exploratório, que utilizará recursos como a triangulação de métodos e evidências e estudos de caso.

Esse tipo de estudo avaliativo exige uma pluralidade metodológica que contemple a contextualização organizacional e a triangulação de evidências de múltiplas fontes, que permitam testar seus pressupostos e, prever a existência de dispositivos que garantam qualidade e utilidade ao produto final. Nessa proposição, a avaliação do TBR, além de coletar, sistematizar e analisar dados primários e secundários, basea-se em evidências recolhidas por meio de avaliações de processos e de resultados, além de permitir a utilização de uma variedade de técnicas analíticas, a exemplo da revisão sistemática, da avaliação rápida de evidências, da análise de custo-efetividade e da meta-avaliação.
As análises pretendidas que envolvem o acesso, a adequação dos dispositivos, a contribuição dos serviços oferecidos, o desenvolvimento institucional e os custos financeiros, serão pautadas na aferição dos efeitos, os quais, entretanto, não são desvinculados dos processos envolvidos e dos meios de implantação, que são anteriores à obtenção dos resultados. 



Resultados

A Modelagem do Programa consiste na construção de uma modelização por meio de recursos gráficos, que abrange o Modelo Teórico da Avaliação e pelo Modelo Lógico da Intervenção (aqui definida como o Programa Nacional Telessaúde Brasil Redes).  A elaboração da modelagem teórica e lógica foi uma etapa que pôde proporcionar a definição e compreensão das abordagens avaliativas e procedimentos metodológicos propostos para as etapas seguintes deste projeto, além de promover melhor entendimento a respeito dos componentes do programa e seus possíveis efeitos e dar suporte à elaboração das perguntas avaliativas. Ademais, o processo participativo, de construção da modelagem, possibilitou o envolvimento dos diferentes atores participantes do programa, o que potencializa a possibilidade de uso dos resultados dos estudos avaliativos propostos.

A partir dos dados coletados com a revisão de literatura, análise de documentos e visita aos núcleos, foi realizada a sistematização da teoria e o funcionamento do programa.

Simultânea e articuladamente a esse processo, foram analisadas informações econômicas do TBR que serão finalizadas em dezembro de 2019.





Liderança
Nídia Cristina de Souza 
Tathiana Soares Machado Velasco - http://lattes.cnpq.br/1452946293230006
Ligia Fonseca Spinel -  http://lattes.cnpq.br/2560383535817802

Equipe
Igor da Costa Borysow http://lattes.cnpq.br/9574686414124995
Gisele Silvestre Belber http://lattes.cnpq.br/2588892836115716
Gisele Mendo Luiz da Silva

Colaboração

Pacto Planejamento e Desenvolvimento Institucional LTDA 
Universidade de São Paulo
Fundação de Apoio ao Ensino, pesquisa e extenção- FEPE. Centro Colaborador do SUS para Avalição de tecnologias e Excelências em Saúde, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). 



Área Técnica
Departamento de Gestão da Educação na Saúde (DEGES)/ Secretaria de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde (SGTES).

INDICADORES

10
Profissionais envolvidos
com projetos de gestão
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