Melhorando a segurança do paciente em larga escala no Brasil
Hospital Alemão Oswaldo Cruz

Melhorando a segurança do paciente em larga escala no Brasil
Saúde em Nossas Mãos
2018-2020

Hospital Alemão Oswaldo Cruz
Resumo
As Unidades de Terapia Intensiva (UTI) são unidades para pacientes que necessitam de cuidados mais complexos e de maior vigilância médica onde procedimentos e dispositivos são frequentemente utilizados para manutenção da vida. Alguns destes dispositivos podem aumentar a chance do paciente adquirir infecções que causam sofrimento ao mesmo, demandam o uso de antibióticos, aumentam o tempo de internação e consequentemente o custo do atendimento.
Segundo a OMS, as infecções hospitalares afetam 14 em cada 100 pacientes admitidos nos hospitais. De cada 100 pacientes hospitalizados em um determinado momento, 10 pacientes ficam expostos a infecções associadas a cuidados de saúde em países em desenvolvimento. No Brasil, o cenário da ocorrência de eventos adversos não é diferente dos demais países. Por esse motivo, o Ministério da Saúde instituiu desde 2013 o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), que tem como objetivo orientar as equipes de saúde para a adoção de medidas de prevenção de infecções e outros eventos que podem comprometer a saúde do paciente, estando eles em serviços públicos ou privados. O PNSP veio para somar esforços a inúmeros outros programas existentes, a exemplo das atividades executadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e das Vigilâncias Sanitárias locais.
O Projeto Saúde em Nossas Mãos tem como objetivo melhorar a segurança dos pacientes com a implementação de práticas que levam à prevenção de infecções relacionadas a ventilação mecânica, ao uso de cateteres e de sondas vesicais em 119 UTIs distribuídos nas 5 regiões do Brasil.

Os cinco Hospitais de Excelência do Brasil (PROADI-SUS) - Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Hospital do Coração, Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Moinhos de Vento e Hospital Sírio Libanês, trabalham de forma colaborativa para a execução do projeto utilizando métodos de melhoria contínua com o apoio metodológico do IHI.

Cada um dos cinco hospitais apoia 24 UTI por meio de visitas técnicas locais, encontros regionais para troca de experiências e Sessões de Aprendizagem Presenciais (SAP) e Virtuais (SAV).

As ações necessárias para alcançar os resultados esperados incluem o monitoramento de indicadores e dos testes de mudança (PDSA) além de estratégias de desenvolvimento de equipes mais colaborativas, do envolvimento de pacientes e família nos processos assistenciais e do desenvolvimento de lideranças, garantindo assim a efetiva mudança nas instituições.

O projeto está em andamento e todas as UTIs participantes já receberam visita do Hospital de Excelência de 

referência, já foram realizadas 4 Sessões de Aprendizagem Presencial e reuniões virtuais mensais. 

Até novembro de 2018 o conjunto de UTIs participantes já havia reduzido as taxas de infecção em 32% o que resultou em 347 vidas salvas no período. É esperada a redução de 30% das infecções até junho de 2019 e de 50% até novembro de 2020.



Introdução

As Unidades de Terapia Intensiva (UTI) são unidades para pacientes que necessitam de cuidados mais complexos e de maior vigilância médica onde procedimentos e dispositivos são frequentemente utilizados para manutenção da vida. Alguns destes dispositivos podem aumentar a chance do paciente adquirir infecções que causam sofrimento ao mesmo, demandam o uso de antibióticos, aumentam o tempo de internação e consequentemente o custo do atendimento. Práticas de prevenção podem minimizar estes efeitos e neste projeto o objetivo é diminuir em 50% as infeções nas 119 UTIs participantes até o final do ano de 2020 e assim melhorar a segurança do paciente e o resultado da assistência.
Segundo a OMS, as infecções hospitalares afetam 14 em cada 100 pacientes admitidos nos hospitais. De cada 100 pacientes hospitalizados em um determinado momento, 10 pacientes ficam expostos a infecções associadas a cuidados de saúde em países em desenvolvimento. No Brasil, o cenário da ocorrência de eventos adversos não é diferente dos demais países. Por esse motivo, o Ministério da Saúde instituiu desde 2013 o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) por meio da Portaria MS/GM nº 529 de 1º de abril de 2013, que tem como objetivo orientar as equipes de saúde para a adoção de medidas de prevenção de infecções e outros eventos que podem comprometer a saúde do paciente, estando eles em serviços públicos ou privados. O PNSP veio para somar esforços a inúmeros outros programas existentes, a exemplo das atividades executadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e das Vigilâncias Sanitárias locais.
O Projeto Saúde em Nossas Mãos tem como objetivo melhorar a segurança dos pacientes com a implementação de práticas que levam à prevenção de infecções relacionadas a ventilação mecânica, ao uso de cateteres e de sondas vesicais em 119 UTIs distribuídos nas 5 regiões do Brasil. O objetivo de reduzir em 30% as taxas destas infecções  até junho de 2019 e em 50% até novembro 2020.



Métodos

O processo de prevenção de infecções se dá pela incorporação de práticas cientificamente comprovadas além do uso de métodos de melhoria contínua.  Uma das premissas deste modelo é a execução de testes antes da implantação, por meio de ciclos de PDSA (Plan-Do-Study-Act), para verificar se a nova prática é factível e se é a melhor forma de adoção nas instituições. Assim o método permite aprendizado contínuo e grande troca de experiência entre as instituições.

O projeto é executado de forma colaborativa orientada pelos cinco Hospitais de Excelência do Brasil: Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Hospital do Coração , Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Moinhos de Vento e Hospital Sírio Libanês. O Institute for Healthcare Improvement (IHI) é o detentor do método, baseado na ciência da melhoria.

Os hospitais de referência são responsáveis por desenvolver as equipes para o alcance das metas acordadas no contrato do projeto. O suporte às 119 UTIs participantes se dá através de encontros presenciais regionais e nacionais onde as equipes trocam experiências, suporte a distância de forma virtual e de visitas das equipes dos Hospitais de Excelência aos hospitais participantes.

Desta forma são implantadas as boas práticas de prevenção de infecções preconizadas pela ANVISA para prevenção de infecções associadas a ventilação mecânica, ao uso de cateteres venosos centrais e de sondas vesicais. Além disso, são implantados métodos para o engajamento de paciente e família no processo de prevenção, são desenvolvidas as equipes internas e capacitadas com métodos para gerar melhorias e sugeridas práticas para a  liderança apoiar e desenvolvimento da cultura de segurança do paciente nas instituições.

O acompanhamento das mudanças é feito continuamente por meio de indicadores que monitoram processos e taxas de infecções das unidades, com análise periódica do trabalho local e emissão de relatórios mensais.

 



Resultados

Atualmente estão participando 119 instituições em 25 estados da federação e Distrito Federal.

Cada Hospital de Excelência está acompanhando e auxiliando 24 instituições na adoção das práticas de prevenção.

A lista completa das instituições selecionadas está disponível na página do Ministério da Saúde 

http://portalms.saude.gov.br/acoes-e-programas/programa-nacional-de-seguranca-do-paciente-pnsp

São realizadas sessões de Aprendizagem Presencial que ocorreram em dezembro de 2017, abril, agosto e novembro de 2018 com participação em média de 600 pessoas das instituições participantes, Ministério de Saúde, Secretarias de Saúde, Vigilância Sanitária e convidados. As Sessões de Aprendizagem Virtuais têm sido realizadas mensalmente e todos os hospitais já foram visitados pelas equipes dos Hospitais de Excelência de referência. Até novembro de 2018 o conjunto de UTIs participantes já havia reduzido as taxas de infecção em 32% o que resultou em 347 vidas salvas no período.

Liderança
Karen Cristiina da Conceição Dias Silva- Hospital Alemão Oswaldo Cruz, São Paulo

Equipe
Bruno de Melo Tavares -  Hospital Alemão Oswaldo Cruz, São Paulo
Fernando Enrique Arriel Pereira - Hospital Alemão Oswaldo Cruz, São Paulo
Guilherme Cesar Silva Dias Santos -Hospital Alemão Oswaldo Cruz, São Paulo
Helena Barreto dos Santos  -  Hospital Alemão Oswaldo Cruz, São Paulo
Luciana Gouvea de Albuquerque Souza - Hospital Alemão Oswaldo Cruz, São Paulo

Colaboração

ANVISA e visas regionais

Secretarias de Saúde

Institute for Healthcare Improvement

Área Técnica

Secretaria de Atenção à Saúde (SAS)

Departamento de Atenção Hospitalar e de Urgência (DAHU)

Coordenação Geral de Atenção Hospitalar (CGHOSP)



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