Resumo

Por meio da oferta de programas de especialização, que visam à capacitação de gestores de residência e de preceptores de graduação e pós-graduação, o projeto Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (DGPSUS) objetiva contribuir com a capacitação de profissionais inseridos no processo ensino-trabalho em saúde e no processo de expansão e qualificação dos programas de residência. A iniciativa é conduzida pelo Hospital Sírio-Libanês, por meio do PROADI-SUS.

Introdução

As iniciativas educacionais propostas pela iniciativa são orientadas para o apoio à implementação de políticas de saúde, à articulação ensino-trabalho, ao fortalecimento de instâncias regionais e de redes de atenção e educação comprometidas com a transformação da realidade.

O destaque do projeto são as intervenções na realidade dos participantes das iniciativas educacionais com foco na transformação da realidade. No triênio 2021-2023, serão ofertados três cursos de pós-graduação desenvolvidos de maneira articulada, nacionalmente pelo Hospital Sírio-Libanês por meio do PROADI-SUS: (i) Especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde do SUS (GPRS); (ii) Especialização em Educação na Saúde para Preceptores no SUS (PSUS) e (iii) Especialização em Qualidade e Segurança do Cuidado em Saúde para Preceptores no SUS (QSUS). No total, serão disponibilizadas 1.200 vagas: sendo 800 para o PSUS; 200 para o GPRS; e 200 para o QSUS.

 

Justificativa e relevância do projeto para o SUS

Este projeto visa apoiar mudanças no contexto de formação dos residentes, prestando assistência aos responsáveis pelas ações educacionais. Na realidade atual, os gestores de programas de residência (coordenadores e supervisores), os preceptores e tutores de residência e de graduação em exercício são, em geral, profissionais com especialização na área de saúde, formados no modelo biomédico e num currículo tradicional, com pouco ou quase nenhuma capacitação na área de educação. O modelo tradicional de ensino e de organização do trabalho em saúde está relacionado à excessiva fragmentação dos saberes, à compartimentalização do trabalho dos diferentes profissionais e à verticalização dos processos de gestão. Os resultados dessa modelagem na atenção à saúde vêm produzindo um cuidado fragmentado e centrado em procedimentos, a hierarquização do processo de trabalho e um crescimento, sem parâmetros e controle, das especialidades. 

Nesse sentido, a construção de ações educacionais sinérgicas às propostas que induzem mudanças na formação de profissionais de saúde foi pactuada com o Ministério da Saúde para os projetos de apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS) do Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa (IEP-HSL) nos triênios 2015-2017, 2018-2020 e, mais recentemente, 2021-2023. As propostas educacionais do IEP/HSL para a capacitação de profissionais de saúde articulam o desenvolvimento de capacidades nas áreas de atenção à saúde, gestão do trabalho em saúde e educação na saúde e conformam um novo perfil de competência. Por meio desse novo perfil, são apontados modelos alternativos de formação, focados na melhoria da qualidade da atenção à saúde e no comprometimento do educando com seu processo de aprendizagem e com as necessidades da sociedade.


Métodos

Metodologicamente, o projeto se concentra no apoio à construção e implementação de intervenções que transformem os contextos reais, onde estão inseridos os participantes, ancoradas em iniciativas educacionais que as alimentam e as suportam. 

A intervenção, no âmbito do DGPSUS, se relaciona à gestão social, cujos eixos centrais são a participação, o diálogo, a deliberação e a emancipação. Nesse sentido, a intervenção será entendida como a realização de atividades, propostas de alternativas, mediações e oferta de referências libertadoras, dentre outros aspectos, não tendo o sentido de interdição, invasão, imposição ou interrupção. Um dos possíveis caminhos a serem tomados é o de elaboração do modelo lógico da intervenção adaptado, o que possibilita a construção de novos conceitos e paradigmas, levando-se em conta as oportunidades e ameaças que estão fora do controle e as potenciais fortalezas a serem utilizadas para lidar com as situações que desafiam os profissionais de saúde no cotidiano do seu trabalho. Os projetos de intervenção terão como ponto de partida seleção, pactuação local e caracterização de um problema do contexto real do trabalho, dialogado com os macroproblemas/desafios, identificados para a construção de uma proposta de mudança. 

Junto ao planejamento e a implementação das intervenções ao longo do triênio, pretende-se avaliar possíveis efeitos de intervenções do triênio anterior (2018-2020) que tiveram resultados positivos, contemplando cinco experiências, sendo, em princípio, uma por região brasileira. 

A seleção dos participantes das iniciativas educacionais terá como eixo a escolha de programas de residência e preceptoria indicados pelo Ministério da Saúde e pelos parceiros Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), e de uma comissão gestora estruturada em cada região com a participação dos parceiros e da gestão local.

A iniciativa utiliza metodologias ativas e utilizará três métodos de ensino-aprendizagem nas iniciativas educacionais: espiral construtivista, problematização e aprendizagem baseada em equipes.


Resultados

.


Equipe


Conheça outros Projetos_