Resumo

A reativação da infecção por CMV é uma das possíveis complicações após o transplante de medula óssea (TMO). Pertencente à família do vírus da herpes (catapora, herpes simples, herpes genital e do herpes-zoster), ela pode causar sintomas controláveis em pessoas saudáveis. Entretanto, para pacientes imunossuprimidos pode ser fatal.

O CMV está presente — de forma inativa — na maior parte da população. Quando ativo, o vírus pode provocar sintomas como falta de ar, alteração da visão e até cegueira, além de dores abdominais, diarreia e vômitos. Em pacientes recém transplantados, sua prevalência requer maior atenção, visto que o cenário pós-transplante favorece a reativação do vírus devido a múltiplos fatores relacionados ao procedimento. 

Uma das terapias alternativas para reduzir o risco de infecção é a transferência de imunidade de uma pessoa saudável para um paciente — estratégia que é alvo deste estudo. O projeto desenvolve uma pesquisa científica-tecnológica inovadora, que pode ser fonte de terapia para diferentes pacientes para assegurar o sucesso do transplante de medula óssea e garantir um menor período de internação.


Introdução

A pesquisa servirá como plataforma inicial de expansão de células vírus-específicas, para que futuramente seja desenvolvida para outros tipos de vírus. A médio e longo prazo, as terapias alternativas para o tratamento das reativações virais no TMO representarão um avanço para o Sistema Único de Saúde (SUS) e para a comunidade científica e médica, beneficiando pacientes com baixa imunidade no Brasil. 

O projeto tem o objetivo de fortalecer e consolidar a Rede de Pesquisas em Terapia Celular do Departamento de Ciências e Tecnologia (DECIT) e da Secretaria das Ciências, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde (SCTIE/MS). A ideia é amplificar a resposta imunológica antiviral existente em pessoas saudáveis e, assim, desenvolver uma nova forma de terapia celular antiviral eficaz. 

O estudo pretende, ainda, validar e desenvolver a metodologia de  expansão das células antivirais em biorreator. Também faz parte de seu escopo o desenvolvimento da criopreservação (em sala limpa) das células vírus-específicas; criopreservar e realizar o controle de qualidade de 30 células vírus-específicas para CMV de diferentes HLAs; e utilizar as células geradas e validadas em sistema GMP em um ensaio clínico de fase I para 10 pacientes, com reativação viral no contexto do pós-transplante de medula óssea. 


Métodos

Serão selecionados cerca de 30 doadores de plaquetas por aférese (separação dos componentes do sangue por centrifugação, por meio de um equipamento automatizado), após assinatura do consentimento informado pelo voluntário. Será utilizado sangue periférico ou, como opção, células que ficam presas no kit de coleta de plaquetas, que comprovadamente contêm grande quantidade de linfócitos.

Os métodos utilizados se baseiam na obtenção apenas das células (linfócitos) capazes de reconhecer uma proteína presente na parte externa do vírus CMV (capsídeo). Estas células são cultivadas com peptídeos, pequenos pedaços da proteína, do capsídeo viral. As células que produzem resposta a este estímulo, ou seja, reconhecem a proteína viral, são selecionadas e cultivadas com citocinas, capazes de estimular a proliferação de linfócitos para que se tenha um número adequado de células. 

No final, aquelas células que forem selecionadas e expandidas serão congeladas e poderão ser utilizadas para este tipo de terapia, após toda a fase de desenvolvimento de protocolo e os devidos controles de qualidade. 


Resultados

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Equipe

  • Hospital Israelita Albert Einstein

    Liderança

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    Equipe

    Colaboração

    Área Técnica

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