Resumo

Considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o principal fator de risco para mortalidade no mundo, a hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma doença que afeta 1 bilhão de pessoas no mundo e é responsável por, aproximadamente, 7,5 milhões de mortes por ano (13% do total de mortes). No entanto, mesmo com esforços de muitas organizações, estima-se que 30% dos hipertensos desconhecem sua condição de doente. Dentre os que estão cientes, mais de 40% não faz tratamento e, dentre os que fazem, apenas 1/3 controla adequadamente a sua pressão arterial. No Brasil, configura como um problema de saúde pública, com custos médicos e socioeconômicos elevados, decorrentes, principalmente, de suas complicações. O tratamento consiste no uso de medicamentos anti-hipertensivos associados a modificações do estilo de vida (redução do peso, consumo de sódio, realização de atividades físicas, etc) que devem ser mantidos indefinidamente.  

O estudo REHOT, conduzido pelo Hcor desde o triênio 2018-2020,  visa utilizar o sequenciamento total do exoma (exame que analisa regiões codificadoras do genoma para identificar variantes relacionadas a determinada doença), de pacientes resistentes e de supercentenários para a identificação de variantes não-sinônimas raras.


Introdução

A hipertensão primária é uma doença complexa cujas causas continuam desconhecidas e é a causa da pressão alta em 95% dos pacientes, além de representar um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares. Sabe-se que é causada por múltiplos fatores genéticos e de hábitos de vida e que, entre os mecanismos responsáveis pela elevação da pressão arterial na hipertensão primária, estão um aumento de absorção de sal pelos rins, uma excessiva resposta dos vasos sanguíneos a estímulos nervosos mediados por neurotransmissores, como a adrenalina, e uma perda de elasticidade das artérias, tornando-as mais rígidas.

Estudos em camundongos e em pessoas contribuíram modestamente para identificar as causas genéticas da doença. A presente proposta visa utilizar o sequenciamento total do exoma de pacientes hipertensos resistentes e de supercentenários (idosos com mais de 110 anos) para a identificação de variantes não-sinônimas raras. As variantes identificadas serão testadas em algoritmos de risco genético para selecionar indivíduos com predisposição à hipertensão arterial. 

 

Justificativa e relevância do projeto para o SUS

As informações obtidas neste projeto poderão contribuir na identificação precoce e melhora no tratamento de indivíduos com hipertensão arterial do Sistema Único de Saúde (SUS), a fim de beneficiar a gestão de gastos públicos no que diz respeito ao tratamento e ao número de internações e intervenções.


Métodos

O delineamento do estudo se baseia na validação de genes candidatos e identificação de variantes genéticas raras em pacientes hipertensos resistentes, que representam um fenótipo extremo da doença, desde que não presentes em uma amostra de DNA referência de indivíduos supercentenários da população brasileira. 

Para tanto, serão utilizadas amostras de indivíduos hipertensos resistentes, bem como amostras de pacientes supercentenários. 


Resultados


Equipe

  • Hcor

    Liderança

    Instituto de Pesquisa do HCor


    Equipe
    Colaboração

    InCor Prevent Señior Universidade Federal de Rio de Janeiro Universidade Federal de São Paulo


    Área Técnica

    Cardiologia 


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