Resumo

O projeto, vigente desde 2019, busca a ampliação da capacitação das equipes de 95 UPAs na implementação e aplicabilidade efetiva dos protocolos locais que permitam aumentar o reconhecimento da Sepse, seu diagnóstico e tratamento precoce, permitindo a aplicação do pacote de medidas de contenção da doença, a fim de impactar positivamente nos desfechos clínicos dessa síndrome. Além disso, a iniciativa visa a criação e implementação de ferramentas para a identificação e fluxo de priorização de atendimento e tratamento precoce dos pacientes com diagnóstico de Sepse, por meio da capacitação das equipes com relação à conceitos e ferramentas da Gestão da Qualidade, bem como da Segurança do Paciente e Metas Internacionais regidas pela OMS e RDC nº 36 de 2013.

Introdução

Entende-se por Sepse o conjunto de manifestações graves em todo o organismo produzidas por uma infecção, que por sua vez, possui elevada taxa de mortalidade no Brasil (aproximadamente 60%), superior ao descrito em países desenvolvidos. Tal aumento, pode ser justificado pela dificuldade encontrada pelas equipes de saúde, sobretudo a nível secundário, em identificar precocemente o indivíduo em suspeita de Sepse, resultando no atraso da aplicação dos pacotes de medida de ressuscitação e consequentemente piora do quadro clínico, sendo necessário o referenciamento para atenção terciária e aumento de procura por leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Diante desta problemática, o “Projeto Capacitação para identificação e tratamento precoce da sepse nas Unidades de Pronto-atendimento (UPAs), em pacientes adultos” foi proposto com o objetivo de aumentar em 95% o número de pacientes adultos identificados com suspeita de Sepse e tratamento precoce através do desenvolvimento e implementação de protocolos locais pelas equipes das UPAs participantes.   

O projeto busca a ampliação da capacitação das equipes das UPAs na implementação e aplicabilidade efetiva dos protocolos locais que permitam aumentar o reconhecimento da Sepse, seu diagnóstico e tratamento precoce, permitindo a aplicação do pacote de medidas de contenção da doença, a fim de impactar positivamente nos desfechos clínicos dessa síndrome. Além disso, a iniciativa visa a criação e implementação de ferramentas para a identificação e fluxo de priorização de atendimento e tratamento precoce dos pacientes com diagnóstico de Sepse, por meio da capacitação das equipes com relação à conceitos e ferramentas da Gestão da Qualidade, bem como da Segurança do Paciente e Metas Internacionais regidas pela OMS e RDC nº 36 de 2013.

 

Justificativa e relevância do projeto para o SUS

Espera-se que as ações e resultados do projeto possam contribuir com o SUS por meio da criação de processos confiáveis e sustentáveis de saúde a nível secundário, além da promoção de conhecimento das equipes das UPAs com relação à conceitos básicos de qualidade, segurança do paciente, estratégias de comunicação e envolvimento do paciente e família no cuidado. Consequentemente, atingir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) de número 3 – Saúde e Bem-Estar, conforme descrito pela Organização das Nações Unidas (ONU). 

Além disso, acredita-se que as atividades desenvolvidas sejam capazes de promover a autonomia intelectual e assistencial dos profissionais envolvidos, resultando em melhora do desfecho dos pacientes diagnosticados com Sepse, como por exemplo, diminuição da procura por leitos de Terapia Intensiva e diminuição da morbimortalidade causada pela síndrome. Este Projeto envolve o Ministério da Saúde, bem como as Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde, em relação à atenção secundária. Ao capacitar as equipes para a identificação e tratamento precoce da Sepse, também se faz interessado os profissionais capacitados e a população atendida nas UPAs participantes.


Métodos

Trata-se de um projeto em que equipes de 95 UPAs serão capacitadas para desenvolvimento de Ciclos de Melhoria e Tratamento precoce de pacientes acometidos por sepse, atendendo aos 4 R’s proposto de acordo com o protocolo: Reconhecimento; Ressuscitação; Reavaliação e Referenciamento). 

As capacitações ocorrerão de maneira presencial e à distância e o público-alvo das unidades para capacitação é formado por, pelo menos, quatro profissionais (médicos e/ou enfermeiros), que funcionarão como facilitadores e disseminadores locais. Também haverá atuação junto aos gestores com o objetivo de esclarecimento do escopo e benefícios do projeto e solicitação de apoio da liderança. Para o desenvolvimento das ações, é utilizado um modelo de abordagem de educação, desenvolvimento e implementação de ferramentas específicas para o reconhecimento precoce dos pacientes com suspeita de Sepse, treinamento dos times locais, acompanhamento e feedback por meio de visitas locais e reuniões virtuais. 

A iniciativa utiliza o modelo de melhoria contínua do Institute for Healthcare Improvement (IHI), que consiste na aplicação mais abrangente do sistema de conhecimento profundo de Deming. Confira o modelo detalhado a seguir:

(1) Conhecimento sistêmico do modelo; 

(2) Pactuação do objetivo a ser atingido com o processo de melhoria decorrente das mudanças implementadas; 

(3) Diagrama Direcionador baseado nas melhores práticas assistenciais e orientações dos colégios científicos sobre Sepse; 

(4) Mensuração de indicadores e reconhecimento/análise no gráfico de tendência das variações comuns e causas especiais, decorrentes ou não, de medidas de melhoria; 

(5) Implementação de ciclos de mudanças a partir da metodologia Metodologia Plan – Do – Study – Act (PDSAs); 

(6) Compreensão dos fatores humanos envolvidos na implementação de melhorias com o intuito de aproximar as mudanças propostas ao processo assistencial da equipe envolvida na prestação de cuidados.

A capacitação das equipes e a implementação dos Ciclos de Melhoria é gradual e presente em todas as etapas de desenvolvimento do projeto, ou seja, logo após a primeira capacitação, a equipe já estará apta a iniciar pequenas ações.

Já para o acompanhamento do desenvolvimento, será implementada a estratégia “semáforo”, em que as equipes serão divididas por cores de acordo com as etapas do protocolo Sepse já adotado na instituição. 


Resultados


Equipe


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